“A vida está longe de ser um conto de fadas e não está perto de ser um pesadelo. A vida é a vida. Repleta de alegrias, e tristezas. Não somos programados como personagens de filme para sermos de aço e não sofrermos por nada. Não somos como aqueles valentões do high school que sempre se dão bem e saem com as meninas mais bonitas do colégio. Nossas vidas estão longe de ser aquela comédia romântica que o casal briga, briga, briga, e se acerta no final. Nossas vidas estão longe de ser aquele filme de suspense em que a garotinha só se ferra. Comparar é coisa de gente pequena. Gente pequena tem cabeça pequena. Quem tem cabeça pequena, pensa pequeno. Eu penso grande. Não deixo meus pensamentos atingirem as nuvens. Penso com os dois pés bem presos ao chão. Nossa vida é a nossa vida. Simplesmente isso: A nossa vida. Um passo de cada vez, um intervalo para beber uma água de coco, uma soneca depois do almoço, essas coisas simples de todos os dias. Um dia de cada vez. Fica tranquilo, no final vai dar tudo certo. Só não esquece de uma coisa: A vida não é um mar de rosas, mas também não é aquele oceano com quinhentos metros de profundidade em que você se afoga facilmente.
“Sou tão perfeita que nem meu príncipe me aguentou! Depois do beijo virou um sapo e agora vive no pântano com as pererecas.
— Rachel de Brito
“Tem que viver. E o fato de viver inclui se machucar algumas vezes. Mas levanta menina, sacode a areia do corpo e vai pro mar. Vai viver. Deixa um pouco a luz do Sol entrar pelo coração, e se estiver na água já é pra se molhar. Mas se o dia acabar e vier a escurecer, vai pra casa. Mas não se preocupa que amanhã tem mais de Sol ou cinza. Mas levanta, vai, se não a maré sobe e você se afoga.
“Já cheguei ao ponto de querer obrigar meu coração a parar de sentir. E quanto mais eu obrigava, mais ele sentia. Coração bobo esse meu. Tão bobo que ele quebra e ainda é capaz de amar por cada pedacinhos. Emenda, remenda, vira do lado avesso e ainda funciona. Só não entendo qual é o problema dele; bate, bate, bate e continua apanhando. Vai entender.
“Aí eu paro e penso: com você, só com você, eu imaginei tudo assim. Todas essas coisas de romance bonito de filme, casamento, família, viagens, cachorros, canários, papagaios. Por quê? Porque eu te amo. Porque eu te quero. Porque eu nunca senti por ninguém nada perto do que sinto por você. Porque ninguém fez com que eu me sentisse assim, entregue, na corda bamba, com esse gosto de felicidade na boca.